Marcha de absorção
Extração de nutrientes
Quantidade retirada para produzir uma unidade de produto colhido. Alterne entre macro e micronutrientes.
Calculadora de restituição —
Cruza a extração da cultura com a sua produtividade-meta e devolve a demanda de nutrientes por hectare. É a base da adubação de restituição — reposição do que a colheita retira.
Demanda por hectare para a sua meta
Considerar aproveitamento do adubo (converter demanda em dose)
Como ler. A demanda é a quantidade de nutriente que a colheita retira do sistema — não é uma recomendação de adubo pronta. Ajuste sempre com: (1) análise de solo (o que o solo já fornece), (2) teor atual vs. nível crítico, (3) eficiência da fonte e do manejo, e (4) o boletim regional (ex.: Boletim 100/IAC, CQFS-RS/SC, Embrapa). Para nutrientes móveis (N, S, B) não se soma histórico ao solo; para P e K, a restituição constrói fertilidade ao longo dos anos. Fatores de aproveitamento são faixas típicas da literatura [CONSENSO].
Comparativo entre culturas
Extração por tonelada de produto. Alterne o nutriente para ver a demanda relativa de cada cultura — útil para dimensionar programas e priorizar a restituição.
Bases distintas: grão (soja, milho, trigo, arroz, feijão, sorgo), algodão em caroço, colmo (cana), fruto (tomate, citros), tubérculo (batata) e café beneficiado (convertido de kg/saca). Citros e café conilon em base de exportação pelo produto; demais em extração. Micronutrientes em g/t. Valores de referência — variam com cultivar, ambiente e produtividade.
Nota metodológica & anti-superinterpretação. Valores de extração/exportação são referências que variam com cultivar, ambiente, fertilidade e produtividade. As curvas de marcha são representativas do padrão fenológico das fontes citadas (% acumulado do total), não pontos de um único ensaio. Micronutrientes (B, Zn, Mn, Cu): a extração é altamente variável; os valores são ordens de grandeza da literatura [CONSENSO / REF.], exceto onde há fonte direta (ex.: arroz irrigado — Fageria). Conversões: P₂O₅ = P × 2,29; K₂O = K × 1,20; CaO → Ca × 0,715; MgO → Mg × 0,603. Dados ausentes: “n.d.”.
Fontes e referências por cultura
- Soja: Embrapa — Tecnologias de Produção de Soja (2013/2014); K₂O ~20/t exportado (Oliveira/Embrapa Soja).
- Milho (safra/safrinha): Von Pinho et al. (2009); Bender et al. (2013); Resende et al./Embrapa Milho e Sorgo; NPCT (safra × safrinha).
- Trigo: Malavolta, Vitti & Oliveira (1997), POTAFOS; confirmar em boletim regional (Embrapa Trigo; CQFS-RS/SC).
- Arroz (irrigado): Fageria; NPCT “Seja o doutor do seu arroz” — micros citados (Zn 113, Cu 32, Mn 718 g/t).
- Cana: Malavolta, Vitti & Oliveira (1997); Oliveira et al. (2010), Rev. Bras. Ci. Solo.
- Feijão: Pegoraro et al. (2014); NPCT “Seja o Feijoeiro”.
- Sorgo granífero: Rosolen (1978); Coelho — Embrapa Milho e Sorgo (Comunicado Técnico, 2023). O grão exporta pouco K (fica na palhada).
- Tomate: Fayad et al.; IAC (tese de acúmulo em tomateiro). K é o mais exportado; Ca crítico contra podridão apical.
- Batata: Fernandes & Soratto (2012) — Embrapa Hortaliças. Tubérculos acumulam ~68% do K, 65% do N e 78% do P.
- Citros (laranja): Mattos Jr. et al.; Quaggio et al. — IAC (Boletim 100). Base de exportação pelos frutos.
- Café arábica: Fundação Procafé / Matiello (6,2 N; 0,6 P₂O₅; 5,9 K₂O por saca 60 kg); marcha nos frutos: UNESP.
- Café conilon: Bragança et al. (2001)/Incaper; Prezotti et al. (2007); Roelfsém & Coalaas (via Wilson, 1985: 35 N, 6 P₂O₅, 50 K₂O por t beneficiada). Mais exigente em K que o arábica.
- Algodão: Carvalho et al. (2011) — Embrapa Algodão.
- Consolidação: NPCT Brasil; Embrapa — Exportação e balanço de nutrientes (Doc. 288, 2023).